Actualmente quase metade da população portuguesa abstem-se de votar e a cada votação mais aumenta a abstenção sem previsão de inversão desse ciclo,  tendo-se verificado nas três últimas eleições (autárquicas em 2013, legislativas e presidenciais em 2011)  valores de abstenção de 47%, 42% e 54%, respectivamente.  A este facto deve ser considerada a percentagem de votos nulos e em braco como um acréscimo à abstenção, que nos mesmos actos eleitorais foi de 7% ,4% e 6%, respectivamente.

Estes numeros revelam que tendo atingido um maximo histórico nas eleições legislativas em 27 de Setembro de 2009, e ultrapassado mesmo os 50% de abtestenção nas ultimas eleições presidênciais em 23 de Janeiro de 2011 em que mais de metade dos eleitores não votou e mesmo com os  constantes apelos à participação eleitoral, a população transmite assim uma clara mensagem de que não acredita nem se revê nos partidos existentes e actual modelo politico. Durante as campanhas os partidos apresentam os seus candidatos e suas listas, mas não há uma discussão prévia com a população acerca das mesmas. Durante as campanhas eleitorais os diferentes partidos limitam-se a apelar para uma mudança do sentido de voto apresentando somente o cabeça de lista, mas não revelando quais serão, no caso das eleições legislativas por exemplo, os ministros que irão ocupar cada cargo em caso de eleição. Em caso de eleição o incumprimento do programa eleitoral que foi  a votos não é penalizado, sendo este constantemente alterado. Para  além disso as políticas implementadas não são colocadas à discussão junto dos cidadãos e  os cidadãos para fazerem chegar junto dos decisores políticos as suas preocupações e sugestões, têm pela frente um pesado e burocrático processo de recolha de assinaturas (4 000 no caso de  petições e 35 000 no caso de iniciativas legislativas).

Uma alternativa credível deve diferenciar-se, não pelo marketing politico ou pelas boas intenções, mas sim por um modelo de funcionamento que corrija todas as falhas que hoje podem ser apontadas aos partidos e à classe politica.

[a autoria do vídeo pertence ao Instituto da Democracia Portuguesa, não relacionado com o MCDP]

A forma de mudar o sistema é concretizando plenamente o Artigo 2.º da Constituição da República Portuguesa: ”A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular…“, ou seja, a forma de a população conquistar o seu poder de decisão e superar as falhas existentes nos partidos  actuais é através de uma verdadeira revolução democrática, elegendo e participando numa plataforma política assente num modelo democrático interno, que permita acabar com a corrupção, resultante da ausência de  uma verdadeira democracia intra-partidária, que promova a transparência interna dos partidos e a sua abertura à vontade e iniciativa  dos cidadãos.

O que o MCDP pretende acima de tudo, com o seu projecto político, é aprofundar a democracia e envolver os cidadãos na governação da República Portuguesa, em verdadeira conformidade com o texto da Lei Fundamental, dando aos cidadãos do nosso país mais e melhores formas de intervir para que  os governantes eleitos cumpram com a vontade popular.

Os nossos objectivos:

– Envolver os cidadãos e promover a sua participação nas decisões politicas;

– Criar um modelo e ferramentas para o funcionamento democrático dos partidos ou listas independentes que permita:

  • que qualquer cidadão, que se identifique e comprometa com os seus principios, possa fazer parte das suas listas e dar o seu contributo para a definição das mesmas;

  • que o programa político seja definido com base na participação de todos os cidadãos nele registados, tendo em vista um compromisso colectivo visando o bem comum;

  • Verificar o cumprimento do programa político;

  • Fiscalizar a actuação de todos os orgãos e prevennir activamente a corrupção com o objectivo de que os detentores de cargos públicos e políticos não tenham quaisquer tipos de benefícios que não os previstos legalmente;

– Promover a adopção desse mesmo modelo de funcionamento democrático pelos actuais partidos;

– Formalizar, em ultima, instância um partido cuja actuação se reja pelos principios mencionados e de acordo com o modelo e respectivas ferramentas desenvolvidas.

Quem melhor que os cidadãos para saber o que é melhor para os cidadãos?

A opinião e participação de todos é importante.

Se te identificas com os princípios (d)e objectivos do MCDP adere a este movimento aqui.

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s