Resposta a “Sotto Braga”

Opinião 6

De: “Sotto Braga”

“Muito bem. Acho interessante. E programa? Ja pensaram nisso?”

Resposta

Caro/cara “Sotto Braga”, sim já pensámos nisso, no nosso sítio já temos uma versão abreviada de cinco páginas do nosso manifesto (por escolha da liderança chamamos ao nosso programa partidário manifesto). O programa final não está ainda posto no site não só pela sua extensão mas pelo facto de ainda faltar uma revisão final de partes do texto e faltarem os pormenores do nome (como sabe ainda a ser discutido por sondagem online, com a primeira volta, em que você já votou, a ser conduzida até 22 de Dezembro e a segunda volta a começar em Janeiro de 2013) e da simbologia (esta questão indo ser, depois da do nome, também submetida por votação online) para ser dado por texto completamente final. Pode ver, para já, o resumo do programa/manifesto no nosso sítio na rede, em https://movimentocdp.wordpress.com/organizacao/resumomanifesto/

Vítor Monteiro – Coordenador de Comunicação*

* Esta resposta foi enviada por email pessoal ao utilizador para que o votante da sondagem em causa (que pode possivelmente ser desconhecedor do nosso site) possa consultar a página que responde às suas perguntas.

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Resposta a “vam”

Opinião 5

De: “vam”

“Porque consideram a criação de um novo partido uma alternativa melhor que a intervenção nos partidos existentes?”

Resposta

Caro respondente da sondagem, consideramos um partido a solução por basicamente duas razões: o nosso sistema político ainda é um sistema político partidário (por muito que nos queixemos e falemos contra os partidos como um todo enquanto organizações de tipo partidário, a verdade é, com todas as suas falhas, só por partido se intervêm significativamente no sistema político. Têm havido nos últimos anos muitos parlamentos “a brincar” feitos na rua, comunas de tendas em ruas citadinas, activismo hacker e manifestações, mas por interessantes ou nem tanto que sejam as experiências os seus resultados concretos são nulos porque não se apercebem que não podem ter grandes consequências porque o sistema político “normal”, fechado em parlamentos e liderado por partidos e não por associações de sociedade civil, continua na mesma, completamente não afectado por essas experiências), e porque o problema são não os partidos mas o facto de serem organizados de forma não-democrática no seu interior (como podemos ter mais que esta simples “semidemocracia” se os partidos que temos a defender a democracia são não-democráticos no seu interior, ignorando os seus próprios militantes e sendo governados por comités das grandes cúpulas dos partidos?).

Derivado destes dois pontos (e do facto de que, ao contrário de outros país como a Islândia, em Portugal as propostas de revisão constitucional por exemplo, só podem partir de formações políticas e nunca de grupos de cidadãos ou outras organizações da sociedade civil) percebemos que a política só se altera “jogando” no mesmo campo que os outros partidos políticos que “perderam a alma” e não são democráticos internamente. É isso que a vida real nos mostra: os “abanões” políticos bem necessários que têm sido dados na política portuguesa a nível regional autónomo foram dados não por candidaturas apartidárias e listas de cidadãos mas por partidos (o PND e mais tarde o PTP na Madeira e o PPM e o PND nos Açores). A nível local esses abanões também têm sido dados pelos poucos partidos não presentes na Assembleia da República (como uma ou outra freguesia do MPT). Mas dir-me-á, alguns dos abanões a nível local não foram dados por listas de cidadãos independentes? De facto sim, mas a verdade é que, em qualquer nível acima do concelhio, tal sucesso com listas independentes é impossível: a nível local, em que (ao contrário dos Estados Unidos em que muitas cidades e vilas têm estações de televisão próprias) partidos e listas independentes têm frequentemente igualdade de acesso aos media locais, é fácil os partidos concorrerem em igualdade de oportunidades, mas a nível autonómico nas ilhas e legislativo nacional torna-se impossível uma lista independente concorrer em igualdade de oportunidades com os partidos, visto que os partidos vêm de forma constitucional mais ou menos automaticamente garantido um certo tempo de antena na RTP 1 e 2, Açores, Madeira e restantes ramos e são também mais visíveis para os canais privados, os partidos (dependendo das suas finanças) conseguem mais facilmente aceder aos media impressos e radiofónicos, enfim, estão num outro nível com o qual uma lista independente a nível nacional (excepto se com apoios milionários à candidatura de Ross Perot nos EUA) não poderia competir.

Como tal escolhemos concorrer o nosso projecto de democracia semidirecta e exemplo de um modelo partidário com verdadeira democracia interna através de um partido visto que o sistema político se encontra enviesado para os partidos. Pelas razões que indicámos, até para mudar esse enviesamento é preciso intervir através de um partido, por paradoxal que pareça.

Vítor Monteiro – Coordenador de Comunicação

Resposta a “jcs”

Comentário 4

De: “jcs”

“o nome deveria ser Partido dos Trabalhadores que não consta da lista. Foi assim que o Lula conseguiu mover o Brasil com o seu partido dos trabalhadores.”

Resposta

Caro/cara jcs, embora reconheçamos as qualidades do PT (e o incentivo que deu a iniciativas em linha com a nossa visão de democracia participativa como o orçamento participativo), não ponderamos esse nome por quatro coisas: o nosso partido quer-se interclassista e sem preferência por nenhuma classe social ou actividade específica (embora hoje se possa dizer que o PT é interclassista, durante anos não foi assim e mesmo hoje os sindicatos são um grupo de interesse e de pressão especialmente forte dentro do PT); seria mentira, sendo um partido não trabalhista e principalmente centrado na questão da melhoria da democracia, dizermo-nos dos Trabalhadores; não temos nenhum fundo ideológico ou classista trabalhista; e embora reconheçamos algumas qualidades ao trabalho elaborado pelo PT lulista, não queremos pura e simplesmente decalcar o seu modelo.

Os melhores cumprimentos,

Ricardo Araújo – Cordenador Geral
Vítor Monteiro – Coordenador de Comunicação

Resposta a respondente anónimo

Comentário 3

De: respondente anónimo

“Que tal: “Partido Inconstitucional””

Resposta

Caro/cara respondente protegido sob a capa da anonimidade, o que considerou inconstitucional num projecto que (tal como define o Tribunal Constitucional quanto ao que os partidos têm de ter para serem constitucionais e legalizados) se rege “pelos princípios da transparência, da organização e da gestão democráticas e da participação de todos os seus membros” (51 n.º 5 da lei fundamental)? Aliás, neste último ponto até, acreditamos, batemos todos os outros partidos aos pontos em termos de o nosso modelo interno incentivar a participação de todos os seus membros. Acrescentamos, aliás que estamos a trabalhar a fundo no nosso manifesto (o termo que usamos para a versão deste partido do que convencionalmente se chama programa partidário) e nos nossos estatutos para que sejam constitucionais. Que o senhor/a senhora leia uma simples sondagem, e conclua com sobranceria que o nosso partido será inconstitucional, é algo que consideramos não só uma grossa extrapolação mas também ridículo de todo. Para terminar, os textos das perguntas são concluídos com pontos de interrogação. Não tem de quê.

Ricardo Araújo – Cordenador Geral
Vítor Monteiro – Coordenador de Comunicação

Resposta a Charlene

Comentário 2

De: Charlene

“O fato é que poucas coisas exprimem melhor os valores da cidadania que pertencer a um partido. Pertencer a um partido é, e tem de ser, um exemplo de cidadania.”

Resposta

Cara Charlene, obrigado pela sua mensagem. Consideramo-la muito constructiva e  até um incentivo ao nosso projecto, do seguinte modo: hoje é comum, devido à corrupção nos partidos e falta de partilha de poder entre os dirigentes políticos para com o seu povo que são hoje correntes na política, que se “deite o bebé fora com a água”, e se diga que o problema é não o modelo interno adoptado pelos partidos mas os próprios partidos, e que a política seria perfeita sem eles. Ora, nós, pelo contrário, consideramos que com este tipo de sistema político, com o poder centralizado nalguns dirigentes, quer estes se organizassem em partido ou em grupos de indivíduos não ficartiam mais honestos, pois continuariam a ter de prestar poucas contas aos governados. Nós tivemos muitas reacções dizendo que os partidos estão gastos e não é preciso mais um partido, porque já são demais e porque são irrelevantes hoje. Quer gostemos quer não, no sistema político democrático moderno, a democracia é partidária, e participar num partido, que represente a nossa ideologia ou filosofia, é um direito democrático (aliás em parte estamos neste projecto exactamente porque consideramos que sem uma reforma dos sistemas democráticos partidários não será possível que os partidos de facto representem os seus militantes. Assim se queremos renovar o sistema político temos de entrar no “jogo”. Se consideramos que o sistema político tem de ir para além dos partidos temos de o renovar pelo principal instrumento político que há, o partido, e como poderá haver melhor democracia e democracia para além dos partidos se a democracia não chega aos próprios partidos? Para tal queremos construir um partido que seja, ao contrário dos actuais, verdadeiramente democrático internamente.

Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Araújo – Cordenador Geral
Vítor Monteiro – Coordenador de Comunicação

Resposta a Ester

Comentário 1

De: Ester

“Penso que, a partir do momento que a Internet não chega e não é de todos os cidadãos, este tipo de votação não pode de ser denominada como “democrata”, pois democracia significa “Igualdade” nas várias vertentes da palavra. A participação do mesmo deve ser feito num local e com ferramentas onde todos possam estar representados, e se não estão é porque não o querem fazer, e não porque não o possam fazer. A internet neste aspecto “exclue” uma maior parte dos cidadãos. (é a mesma situação de estar na Europa e só participarem alguns em questões que tem interesse para todos…(inclusiva, civil, real, etc. tem muito pouco). Desculpem,mas é a minha opinião.”

Resposta

Ester, não vamos dizer que não tem razão, mas acontece que existem sempre exclusões de quaisquer das formas.  A nossa ideia é realmente termos sedes locais em todas as freguesias, ou pelo menos em todos os concelhos, recorrendo a militantes para que outras pessoas possam votar dentro do partido através de um computador com ligação à Internet (mesmo que necessariamente com auxílio de trabalhadores das referidas sedes). Mas ainda assim pode ser que existam pessoas que não tenham possibilidades de se deslocarem ao seu concelho para votarem.

Além disso como é que essas pessoas se manterão informadas do que se passa dentro do seu partido e do que está em discussão? Não podemos enviar cartas nem telefonar para casa das pessoas pois isso custa dinheiro e é completamente inviável. Sem usar a Internet não existe nada que se possa fazer para melhorar a democracia. Se queremos melhor teremos que ir por caminhos ainda não percorridos. E o tempo de isto se fazer é agora. Mais de 50% dos lares portugueses tem Internet, o que é considerável e será sempre a subir. Quem não a tem em casa tem na sua junta de freguesia, biblioteca ou em muitos casos escola de forma gratuita. Contudo também não excluímos a hipótese de no futuro celebrarmos acordos com operadores no sentido de conseguir que todos os nossos militantes tenham Internet e um computador em casa. Tudo para que todas as pessoas tenham as mesma oportunidade de intervir. Temos a certeza que este é o caminho e o futuro o irá confirmar. Algo como o que queremos fazer já existe na Suécia (e agora no Brasil) com o Partido Demoex (Democracia Experimental), em que as pessoas é que decidem realmente o que o partido faz através de votações internas. Nós queremos fazer ainda melhor em relação aos Demoexs ao ter uma efectiva estrutura partidária independente. Esperamos que nos acompanhe e que faça valer o seu poder como cidadã, o poder que deveria ter de decidir o futuro do seu país.

Obrigado

Ricardo Araújo, Coordenador Geral